Por que os escritos de incrédulos valem mais que os de crentes

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13 de Junho de 2011 por wesleycoresma

por José Geraldo Gouvêa, ateu, em resposta ao Fernando, evangélico, a propósito de Não há nenhum relato da época de Jesus sobre ele

Fernando: Por que contemporâneos da época de Jesus se interessariam em escrever sobre Ele?

Gouvêa: Pelas mais variadas razões. Alguns para difamá-lo, outros para defendê-lo etc. Se Jesus chegou a fazer o que os evangelhos dizem que ele fez, ele certamente provocou muita comoção na região toda.


Os religiosos da época tinham inveja e ódio dele e queriam mata-lo. Os políticos de certa forma foram pressionados por estes religiosos. Ou seja, um clima de ódio e inveja cercava a pessoa de Jesus, excluindo-se é claro aqueles que nele criam.

Vamos fazer uma analogia com o guerrilheiro Carlos Mariguella. Os religiosos da época tinham desconfiança dele (que era comunista e ateu) e os políticos queriam matá-lo ou se sentiam desconfortáveis em defendê-lo. Ou seja, um clima de ódio e inveja cercava a pessoa de Carlos Mariguella, excluindo-se, é claro, aqueles que o seguiam. Mesmo assim, existem inúmeros documentos sobre a existência dele.

Por que os escritos de incrédulos valeriam mais do que os dos crentes?

Por uma questão óbvia: se eu corroboro algo em que não creio, o meu testemunho será isento da necessidade de confirmação de minha crença. Então, a minha corroboração será espontânea, e não fruto de wishful thinking. O testemunho do incrédulo vale MUITO MAIS do que o do crédulo. Um exemplo claro: Se alguém lhe conta um fato e você inicialmente duvida, a sua admissão posterior de que o fato aconteceu, após ter tido outras informações, é mais lógica e sólida do que a crença inicial de quem acreditou no fato sem ter informações. O testemunho de São Tomé vale mais do que o das mulheres do Horto, digamos assim.

Se examinarmos com profundidade o texto de Staks, vemos que ele diz: O evangelho de Marcos o mais antigo foi escrito 65 anos depois de Cristo. E quem tem 65 anos porventura não foi contemporâneo de Jesus?

O problema não está na contemporaneidade. A diferença de 35 anos entre a suposta morte de Jesus e o evangelho de Marcos é irrelevante por duas razões. Primeira porque a datação do evangelho em 65 d.C. supõe que ele foi escrito pouco depois da destruição do templo, mas os argumentos usados pelo autor para defender esta tese admitem que ele tenha sido escrito “depois” (sem especificar quanto). A segunda razão é a identidade de Marcos. Sem saber nada sobre sua biografia, fica difícil saber se ele foi testemunha ou se teve de se basear em relatos de segunda mão. Caso tenha se baseado em relatos, tanto faz ele ter sido contemporâneo de Jesus ou ter conhecido alguém que foi. Não custa lembrar que “Marcus” é um nome ROMANO.

Ele simplesmente, como todo ateu, mente em dizer que os escritos foram alterados várias vezes. As traduções são fies aos originais, não permitindo Deus que sua palavra fosse deturpada nas mãos de homens malignos.

Pesquise em um site evangélico de sua confiança os termos Codex Alexandrinus, Textus Receptus e Codex Sinaiticus. Depois não volte aqui para chorar. Não vou dizer do que tratam esses termos para não o humilhar em público. A propósito, pesquise o que o próprio Lutero tinha a dizer sobre esses termos e sobre as traduções em poder da Igreja. Se quiser ir mais longe, pesquise sobre a famosa carta de São Jerônimo ao papa. Se quiser ser ainda mais preciso, pesquise os termos Comma Johanneum e Pericope Adulterae.   Fonte: Blog wesley coresma

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