Galo e Vasco aproveitaram a melhor fase da tabela. Fla deveria “fingir” que está na segundona

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27 de Julho de 2012 por wesleycoresma

Nas oito próximas rodadas, o Atlético fará seis partidas contra times que estão na metade de cima da classificação. Já o Vasco, no mesmo período, terá cinco rivais que hoje estão pelo menos em 10º. E mais: os vascaínos enfrentarão o Corinthians, hoje 11º mas, claro, uma equipe difícil de ser batida, campeã brasileira e da Libertadores. Enquanto isso, o Grêmio terá nas oito rodadas que virão quatro rivais da metade de cima da classficação. O Fluminense também. Os dois tricolores tentam se aproximar da dupla que disputa a liderança e, com esses jogos, em tese, menos complicados, podem se aproximar ou mesmo pular na frente.

Será um momento importantíssimo do campeonato, a reta final do turno e o começo do returno. Quando essas pelejas terminarem, estaremos em setembro. Atleticanos e vascaínos têm vantagem que pode fazer a diferença, especialmente para o Galo, claro. E não devem se desesperar mesmo em caso de um eventual tropeço. Que em algum momento acontecerá, é óbvio, num campeonato tão longo como o Brasileiro. É a tal “gordurinha” sobre a qual Vanderlei Luxemburgo falava há algumas temporadas. “Queimá-la” na hora certa, sem rancor ou remorsos, é o desafio da dupla que comanda a classificação e se revezou na liderança nesta semana.

E é óbvio que Atlético, em primeiro, e Vasco, segundo, merecem as posições que ocupam. Os vascaínos, inclusive, mantendo o pique mesmo com baixas significativas, como Diego Souza e Fágner, titulares que foram para o exterior. Os atleticanos pela maneira como o time tem superado os adversários, mesmo os mais fragilizados. Caso do Santos, que não foi goleado no Independência porque a arbitragem anulou dois gols do Galo por razões desconhecidas. Há maneiras e maneiras de se derrotar uma equipe inferior, sofrendo ou atropelando. E depois de até perder pontos em casa para o Bahia, o Atlético não tem mais titubeado.

***

No Rio de Janeiro o Flamengo não perdeu. E essa foi a boa notícia para Dorival Júnior, que foi digno, sem aquela frescura de “observar” o time da cabine para assumir de verdade na rodada seguinte. Pegou o bonde andando e foi em frente. Manteve a escalação — equivocada — definida por Jaime de Almeida, o interino pós-Joel Santana. Mudou a partir do intervalo, teve a coragem de sacar Íbson e foi sincero após o empate sem gols com a Portuguesa, que esteve mais perto da vitória. Em outras palavras, o novo treinador disse para os rubro-negros esquecerem 2012. Não há o que esperar muito do restante da temporada. É quase impossível.

Não cair, claro, é a missão número um sob a batuta de Dorival. O Flamengo deveria “fingir” que está na segunda divisão. Isso mesmo, fazer de conta que caiu. Como agem os times grandes quando são rebaixados? Usam a temporada na Série B para subir, claro, e se reorganizarem. É o que devem fazer os flamenguistas. Se acontecer algo improvável e a equipe, digamos, sonhar com a vaguinha na Libertadores, o novo técnico será elevado à condição de milagreiro. Cabe ao torcedor entender o momento e apoiar um time que, em campo, deve apresentar dignidade, organização, progressos a cada rodada. Perdendo, ganhando, empatando, sobrevivendo e preparando um 2013 melhor.

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